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sábado, 25 de agosto de 2012

Valorizar o transporte coletivo é possível

Depois de uma semana de intenso debate na TV, motivado em grande parte pelo início do horário político eleitoral, um dos assuntos mais tocados é o transporte coletivo de Joinville. São claras as atuais dificuldades, mas no entanto é possível resgatar a intenção de deixar em casa, ao menos três vezes por semana, o carro e a moto. Como é possível?

Imagine a situação 1: chego no ponto de ônibus e, em menos de 5 minutos ele chega e eu embarco. Não preciso sentar num banco, mas também não estou prensado contra a porta. Vou confortavelmente em pé. E não importa em qual local da cidade esteja e dia da semana estou, o ônibus chega em menos de 5 minutos. Dependendo do destino traçado, chego em 45 minutos (média). Mas como nesta viagem vou para o Centro, minha viagem dura, no máximo, 20 minutos. O valor pode até continuar sendo quase R$3, mas ainda vale a pena, pois economizo combustível, evito sofrer acidentes, contribuo com o meio ambiente e ainda chego no meu destino a tempo. Não me preocupo com engarrafamentos, pois na minha cidade existem corredores de ônibus e o coletivo sai na frente de todos os outros carros ao lado.

Situação 2: tenho moto ou carro. Chego razoavelmente a tempo onde quero ir, exceto quando estou em horário de pico e fico parado. Em muitos casos algum louco ou apressado corta a minha frente e quase sofro prejuízos. Ops! Nem posso pensar em consertar a lataria, afinal a prestação do veículo é cara, além do seguro, revisão programada, IPVA, emplacamento e aquele som que acabei de comprar. Não uso ônibus porque são demorados e caros. O preço da passagem não compensa e ainda vale a pena pagar a gasolina do meu carro. Sei que estou poluindo o meio ambiente e estou contribuindo com mais ruas entupidas, mas o importante é meu direito de ir e vir que está preservado.

Qual situação é a melhor?

Não é preciso pensar muito pra saber. Entretanto a situação 1 é possível e, para isto acontecer, basta vontade política, que precisa vir desde o governo federal. Claro que algum setor vai sair prejudicado nesta história, como todo sistema capitalista. Aqui vale a máxima do "Não é possível agradar a dois senhores ao mesmo tempo". Então, caso queira ver a situação 1 ser colocada em prática, faça sua parte. Cuide em quem você vai votar nestas eleições e também na próxima, para presidente e governador. E mais: cobre dos seus governantes políticas públicas que satisfaçam e compensem o que você paga de imposto. É o mínimo que se espera de uma democracia como a nossa, no que chamamos de "Cidadania".

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