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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Calor e frio extremos. O que está acontecendo com a Terra?

A polaridade entre calor e frio, registrada em várias partes do mundo nas últimas semanas fez levantar novamente as questões aquecimento global e efeito estufa. Amplamente divulgado nos anos 90 e consolidado nos dias atuais, este fato ainda é pouco lembrado, embora a imprensa e entidades ambientais estão sempre tocando no assunto.

O fato é que se nos Estados Unidos registra-se temperatura de -38º, aqui no Brasil a temperatura chega tranquilamente na casa dos 40º. Por que esta diferença gritante? Como não bastassem apenas as temperaturas altas, de carona chegam incêndios florestais, congelamento de águas, transtorno em aeroportos, etc.
O site G1 fez algumas perguntas aos especialistas para ter pistas do que está ocorrendo. Confira: 

- Calor, frio, neve, chuva, incêndios florestais... tudo ao mesmo tempo. Esses fenômenos são consequências da mudança climática global?

Ainda é prematuro dizer, de acordo com cientistas. Eventos climáticos com frio ou calor extremos sempre ocorreram e vão ocorrer no planeta, pois o clima tem como característica a alta variabilidade. Mas, segundo José Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), eventos extremos mais frequentes e intensos já são perceptíveis e podem ter relação com as mudanças climáticas.

- O que são as mudanças climáticas?

São alterações do clima provocadas pelo aumento da temperatura global, consequência de um “efeito estufa enlouquecido”, ou seja, uma capacidade exagerada da atmosfera de reter calor devido à presença excessiva de gases-estufa (como o dióxido de carbono e o metano) lançados na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e o desmatamento e queima de áreas florestais. De acordo com os climatologistas, uma maior concentração de CO2 na atmosfera significaria mais energia armazenada. Um dos modos de dissipar essa energia é através de fenômenos climáticos extremos.

- Mas se é aquecimento global, por que nos Estados Unidos e no Canadá o clima é de 'congelar'?

Os especialistas explicam que aquecimento global não significa que todo o planeta pode esquentar, mas sim que pode ocorrer um desarranjo global. Isso possibilita, por exemplo, numa mesma semana, sensação térmica de -50ºC nos EUA e termômetros marcando 50ºC na Austrália e no Brasil.
Os dois países foram afetados pelo vórtice polar, fenômeno climático que normalmente acontece na região do Círculo Polar Ártico, mas que sofreu alteração em sua dinâmica de circulação, permitindo que massas de ar que ficavam circunscritas ao Ártico atinjam latitudes mais baixas, como os dois países. Isto permitiu que regiões dos EUA, como Wiscosin, registrassem -38ºC e tivessem sensação térmica de -50 ºC, ou ainda o congelamento de parte das famosas quedas d’água das Cataratas do Niágara, localizada na fronteira do país com o vizinho Canadá.

- Qual é a explicação para o calor escaldante na Austrália?

Uma extensa onda de calor atingiu grande parte do país, que registrou em algumas regiões temperaturas acima de 50ºC. Também contribui para o calor a irregularidade nas chuvas, que costumam refrescar o país neste período do ano. Enquanto a precipitação não vem, incêndios acometem parte do território australiano, como na região de Perth, onde a temperatura chegou aos 44ºC este mês. O calor em excesso provocou incêndios que mataram de milhares de morcegos em Queensland. Segundo cientistas, as temperaturas do país vêm se mantendo altas durante os verões. O departamento climático do país informou que 2013 foi o ano mais quente desde 1910, quando começou a ser feito o registro de temperaturas do país.

- É comum chuvas e calor escaldante no Brasil ao mesmo tempo?

Sim, segundo meteorologistas. O verão no país é conhecido por registrar fortes chuvas em determinadas áreas e outras, concomitantemente registrarem céu limpo e calor intenso. Fenômenos como as chuvas que atingiram Itaoca, no interior de São Paulo, são eventos típicos da estação. O que não é normal, segundo os cientistas, é a frequência e intensidade desses acontecimentos -- fatores que estariam ligados às mudanças climáticas. Outra característica distinta deste verão é uma irregularidade no nível de precipitação em diferentes regiões do Brasil, que têm registrado forte calor devido à presença de uma massa de ar seco. No Rio de Janeiro, por exemplo, os termômetros registraram no início deste ano sensação térmica de 50ºC. Em São Paulo, o mês de dezembro de 2013 foi o segundo mais seco desde 1933, quando iniciaram as medições na estação meteorológica da Água Funda, Zona Sul da capital paulista.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Impacto Social e Ambiverde entregam brinquedos aos filhos de recicladores de Joinville

A OIS (Ong Impacto Social) realizou no último dia 15/12, a entrega de brinquedos aos filhos dos trabalhadores dos galpões de recicladores de Joinville. Este é um trabalho desenvolvido pela Ong Impacto Social e Ong Ambiverde na Igreja Nossa Senhora Aparecida, bairro Aventureiro.

Os galpões de recicladores foram o foco de trabalho da Impacto Social durante os últimos dois anos. Agora a meta é continuar trabalhando, mas desta vez com a união da Ong Ambiverde.

Os presentes foram entregues às crianças dos galpões Cooperanti, Recipar e Cubatão.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Pesquisa aponta que parques eólicos podem diminuir a intensidade de furacões

Mark Jacobson, engenheiro ambiental e professor da Universidade de Stanford, realizou uma pesquisa que aponta que as turbinas eólicas instaladas em alto-mar são capazes de proteger as cidades da ação arrebatadora dos furacões que surgem no oceano, uma vez que as torres são resistentes e aproveitam a força dos ventos  para gerar mais energia.

Baseado em seus experimentos, o especialista afirma que, se houvesse um grande parque eólico na costa dos EUA, seria possível reduzir por mais de 70% a intensidade do furacão Katrina em 2005. Assim, Jacobson mira os parques eólicos offshore (localizados na costa) como eficientes barreiras contra os eventos climáticos extremos. “Com a aproximação dos furacões, as cidades teriam ventos mais brandos e tempestades menos severas”, explicou o professor ao jornal norte-americano The Huffington Post.

Para chegar à conclusão, o estudo demandou uma simulação com 70 mil torres eólicas, instaladas a 100 quilômetros da costa sudeste de Nova Orleans, nos EUA. Capazes de gerar uma carga de 300 gigawatts de energia, as turbinas conseguiram reduzir com eficiência a intensidade de uma forte tempestade, permanecendo incólumes à passagem do fenômeno climático.

Segundo Jacobson, os parques eólicos em alto-mar têm altos custos de implantação, mas, além de serem fontes de geração de energia limpa, também previnem os estragos causados pelos fenômenos naturais. Através de simulações, o estudo concluiu que seria possível gerar uma quantidade de 0.45 terawatts de eletricidade limpa ao evitar os efeitos catastróficos da passagem do Katrina. O parque eólico também conseguiria reduzir em 21% a intensidade do furacão Sandy, que atingiu parte da América Central e da costa leste dos EUA em 2012.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Maneiras de reaproveitar as bolinhas de natal

Nesta época do ano, o mercado financeiro fica aquecido devido às compras de Natal. Além dos presentes, o consumidor investe em árvores e enfeites. Mas, com um pouco de criatividade, é possível gastar menos. Há sempre itens reutilizáveis do ano anterior.

A tradição da montagem de árvore de natal teve início em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero, segundo registros históricos. Desde então, a prática se alastrou pelos lares de todo o mundo. Para cultivar a tradição cristã gastando pouco, aprenda a reutilizar as bolinhas que fazem parte da decoração natalina.

Use retalhos de tecido e papel

Talvez a ideia mais óbvia seja aproveitar retalhos de tecido e feltro. Basta cobri-las com esses materiais, para esconder possíveis imperfeições ou desgastes. Além disso, podem ser utilizadas sobras de plástico colorido e vários tipos de papel, como celofane, crepom ou papel seda.


Aposte na pintura e adereços

Uma ideia simples e prática para restaurar as bolas é pintando-as. Há diversas opções: spray, tinta guache, cola spray (neste caso, incremente com glitter, passe silicone em bisnaga e, em seguida, aplique miçangas). Qualquer que seja a técnica escolhida, invista nas cores: vermelho, verde, azul, prata e dourado.


A ideia abaixo sugere uma maneira inusitada para fazer novas bolinhas natalinas:

Quando o desodorante roll-on chegar ao fim, utilize uma faca de ponta arredonda para retirar a bolinha. Ela pode ser utilizada para diversos fins, um deles é a criação de bolinhas natalinas. Basta utilizar a mesma técnica de cobri-las com materiais reutilizados. A blogueira Rebeca Cabral adquiriu o hábito de guardar as bolinhas de desodorante com a sua mãe e resolveu personalizar a ideia, fazendo crochê em volta delas. Veja abaixo:


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Webrádio Interativa e jornalista Leandro Schmitz são finalistas do 2º Prêmio Fenabrave de Jornalismo

A segunda edição do Prêmio Fenabrave de Jornalismo divulgou a lista dos finalistas na última segunda-feira (18/01). A premiação aconteceu no último dia 21/11, no Golden Executive Hotel, em São José. Concorreram mais de 100 trabalhos jornalísticos nas mais diversas plataformas (TV, rádio, jornal, internet) veiculados em toda Santa Catarina.

O jornalista Leandro Schmitz e a Webrádio Interativa foram finalistas na categoria "Rádio" por terem veiculado a série de reportagens "O trânsito nosso de cada dia".

O trabalho dividido em três reportagens falava do dia a dia no trânsito da maior cidade do estado, bem como incentivava o motorista a ter atitudes voltadas à educação ao volante.

A Fenabrave é a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e desde o ano passado premia jornalistas de todo o estado que façam trabalhos voltados à temática educação para um trânsito melhor.

Caso tenha perdido a série de reportagens, ouça aqui.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Coleta Seletiva de Guapé começa a dar os primeiros passos

Reunião realizada na 5ª feira  - 14/11
A Prefeitura de Guapé, por meio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Educação, com o apoio da Ong Impacto Social (OIS), estão consolidando os primeiros passos para a implantação da coleta seletiva de lixo no município, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Na última 5ª feira (14/11), os integrantes da OIS realizaram uma palestra sobre o programa a ser executado em Guapé, mostrando inclusive parte dos resultados obtidos por meio do diagnóstico de campo, feito junto à comunidade nas últimas semanas.

Na ocasião os professores da rede municipal e estadual de educação realizaram dinâmicas ambientais e apresentaram também as propostas que tinham para o programa de gerenciamento de resíduos sólidos, que será implantado ao longo do ano que vem.  "A informação é a principal ferramenta para a divulgação, desta forma todos poderão aderir a este programa", comenta Maria das Graças de Paiva, Secretária de Educação.

No início de outubro os trabalhadores da Usina de Reciclagem e Compostagem de Guapé (UTGC), assim como os professores já haviam participado de uma palestra com a equipe da Ong Impacto Social. O próximo passo será estender esta palestra aos demais funcionários públicos. Em janeiro está prevista a conclusão da primeira etapa do processo de implantação da coleta seletiva. “Entendemos que somente com a participação da comunidade vamos conseguir colocar em prática a coleta seletiva de Guapé, por isso a sugestão dos moradores é muito importante”, destaca Luciano Vilela, diretor de Meio Ambiente do município.